| Autor: Joilson Fernandes de Gouveia - Ten. Coronel PMAL
( Alagoas)
( Membro da Anistia Internacional no Brasil - Seção Brasil , Diretor
Fundador e 2º Secretário do Grupo de Direitos Humanos " Tortura
Nuca Mais", em Alagoas - Atual Secretário, Chefe da Assessoria Militar da Prefeitura de
Maceió, Bacharel em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade
federal de Alagoas - UFAL, 1992)
Há quem diga que o medo é a "arma" da
covardia, que somente os covardes temem enfrentar o perigo de frente,
e por isso, esperam avidamente que surja um "louco" destemido que desbrave o incognoscível escuro da temeridade, para que, uma vez
desvendado tal mister, sigam-lhe os passos com seguridade e certeza
- muitos chamam isso de prudência ; outros de aproveitadores do princípio
da oportunidade dada pelos pioneiros audazes que ousaram na busca
das causas e conseqüências dos por quês e dos porquês.
Entende-se tal e tais comportamentos. Todavia, se para uns variamos, para outros
ousamos e para muitos, somos escudos ou burro de carga; respeite-se também
suas opiniões e procederes, são estes homens comuns e como tal passíveis da
falibilidade humana, inerente à própria espécie; " hominis".
Assim, pois, entende-se as preocupações, opiniões e temores dos comuns, que
formam filas entre aqueles que nem sofrem muito nem gozam, mas que não sabem
e nem jamais saberão o gosto da vitória ou o dissabor da derrota na busca e
consecução de idéias, direitos, melhorias e mudanças substancias para todos.
É, pois, por demais compreensível e aceitável tais temores e/ou covardia.
Porém, há que consideram o espírito de luta daqueles que buscam tais propósitos
grandiosos, mesmo conscientes de que podem sucumbir e/ou alcanças seus objetivos
e seus ideais. Pois que, aquele que não os possuem não são homens, são apenas
espectros de homem.
Somos e pensamos assim!!
Maceió, 14 de novembro de 1991 |